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terça-feira, 18 de maio de 2010

A Justiça é cega?

A Justiça é cega?

Durante o ritual diário de “navegação virtual” pelos órgãos de comunicação social, num destes dias, deparei-me com uma notícia intitulada "Professora pode perder emprego por posar para Playboy «Aparecer numa revista sem roupa não é compatível com a função de professora», diz director "

«As pessoas têm de ser responsáveis pelos actos que praticam quando trabalham em determinados cargos», comentou o Presidente da Câmara de Mirandela.

Se a professora for incompetente, obviamente que deverá ser despedida (até porque é necessário reduzir a despesa do estado)...caso contrário, a medida é escusada. Existe sempre a possibilidade de a transferir de estabelecimento de ensino, até porque é fácil esquecerem-se as caras que passam por aquelas revistas.

O nu em Portugal continua a ser escandaloso...nem que seja artístico. Isto revela a mentalidade perversa e tacanha das pessoas... Será por falta de cultura ou mente fechada de muita gente que leva a que tantos os pais, alunos, docentes e a comunidade em geral, não estejam preparados para as rápidas mudanças que têm vindo a ocorrer na nossa sociedade!
Se todos os males de Portugal fossem deste tipo...muito bem estaríamos nós...estão preocupados com a moral dos alunos... mas não se importam de distribuir preservativos nas escolas, a crianças de 11/12 anos, designando o acto como educação sexual. Não entendo!

Curiosamente, entre uma e outra noticia que lia durante o tal ritual de “navegação”, deparo-me com uma outra notícia:
"Caso dos gravadores já rende à Olympus”

A marca encontrou na atitude do deputado Ricardo Rodrigues uma oportunidade de aumentar a sua facturação.

«Ganhe estes gravadores, antes que alguém tome posse deles» é o tema para uma publicidade da marca "

No momento, confesso, senti-me um pouco confundida. Passo a explicar: então, um representante eleito pelo povo português pode cometer um acto que é crime sob tantos pontos de vista, sem qualquer risco de perder o mandato. É defendido pelo líder parlamentar do Partido Socialista e por outras ilustres figuras do nosso círculo político. Uma cidadã portuguesa, que profissionalmente desempenha as funções de professora, toma uma atitude absolutamente legal, de aparecer numa revista masculina que está nas montras da maioria dos estabelecimentos que comercializam jornais e revistas do nosso país, perfeitamente visível a quem passa, independente da idade, não existindo quaisquer restrições à sua venda a menores, está em risco de perder o emprego...

Não estou a conseguir perceber! Algo não está a bater certo.

Não querendo entrar na questão moral da situação, porque falar de indignação perante a situação da professora, mas de complacência com o que de resto se passa num país onde um menor que é violado por um pedófilo, com a violação provada, não é razão para prender o pedófilo porque o mui ilustríssimo juiz considera que como o puto teve uma erecção então gostou...!

Ou que, quando um assaltante é apanhado em flagrante pelo proprietário do estabelecimento e, como é seu legítimo direito, age em conformidade, o que é que acontece? O ladrão consegue escapar, vai à esquadra da policia apresentar queixa de agressão, passa a vítima, permanece em liberdade e, quando o caso é julgado quem é que foi condenado, com pagamento de indemnização e tudo? Quem foi? O proprietário assaltado, claro!

Ou ainda, do outro assaltante, tão desenvencilhado que ficou preso ao passar pela janela que dava acesso à cave de um estabelecimento. Foi necessária a presença da GNR e dos bombeiros para o retirar de lá. Apresentou queixa por abusos físicos e danos morais contra o proprietário do estabelecimento. Quem é que o mandou ter janelas incompatíveis com as actuais actividades de um cidadão estrangeiro que decerto só tinha boas intenções?!! E, imagine-se, Ganhou!

Para qualquer cidadão honesto, cumpridor da lei e das regras que lhe são impostas, que paga os seus impostos a tempo e horas, que vai, mais uma vez, pagar bem caro e com sacrifício a crise e o despesismo a que o país tem sido sujeito nos últimos anos, estamos a passar por situações que nem os mais inventivos escritores de burlescos seriam capazes de imaginar!

Será que esta “…nação valente…” não se está a transformar na Republica das Bananas?

Terá, de facto, a Justiça ficado cega?

Olga Paredes
Presidente CPS PSD Barreiro

quinta-feira, 22 de abril de 2010

36º Aniversário do 25 de Abril


Publicamos na íntegra o discurso do deputado municipal do PSD Barreiro, Hugo Cruz, na Assembleia Municipal comemorativa do 36º aniversário do 25 de Abril.

DISCURSO

- Sr. Presidente da Mesa da Assembleia Municipal do Barreiro e restantes membros;
- Sr. Presidente da Câmara Municipal do Barreiro e Senhores Vereadores;
- Senhores Deputados Municipais
- Senhores elementos da comunicação social
- Barreirenses!

Na minha primeira aula, de caloiro de Gestão, na Universidade, um Professor Catedrático, verdadeiro Guru da Gestão em Portugal, perante uma assistência de 250 pessoas, pouco depois de iniciar a aula, colocou a seguinte questão:
“Qual é o objectivo de vida de todo o ser humano?”
Silêncio… receio de caloiros…
O professor voltou a insistir…
“Qual é o objectivo de vida de todo o ser humano?”
Silêncio novamente, depois um ligeiro burburinho, olhares cruzados, medo de errar ou parecer estúpido perante um ilustre e perante tamanha audiência…
“Ser rico!” alguém arriscou… Não, respondeu o Professor
“Ter um Ferrari!”… Também Não
“Ser Famoso!”… Não
“Viver para sempre!”… Não
“Ajudar o Próximo!”… Não
“Ter Sucesso com as raparigas!!!”… Risada Geral… Também Não

Após um vasto rol de palpites, o Professor, finalmente, desvendou a resposta, tão profunda, quanto simples…
“O objectivo de vida de todo o ser humano… é ser FELIZ!”…Mas a Felicidade pode ser procurada e encontrada de modo diferente para cada um de nós!”
Nunca mais me esqueci dessa aula, dessa Lição de Vida…

Minhas Senhoras, Meus Senhores,

A Liberdade permite-nos procurar a Felicidade à nossa maneira, mas tem também os seus limites… a nossa Liberdade termina onde começa a Liberdade dos outros… e isto só é possível em Democracia!

O 25 de Abril de 1974 libertou-nos de um Regime que não permitia a procura da felicidade por todos, pois ceifava a liberdade de discordar, de procurar caminhos diferentes…
O Regime deposto em 74, surgiu associado a uma grave crise económico-financeira e social, onde um distinto economista e financeiro emergiu… e ditou o destino do País durante quase 50 anos!
Fechámo-nos numa concha, onde Liberdade de Expressão era coisa que não existia. Polícia Política, Prisões, Perseguições, Censura, Opressão…
O País do Fado, Fátima e Futebol!

O País que parou no tempo. O País que oprimia o seu povo… e o forçava a vergar, a emigrar… ou a passar fome…

De Nação dos Descobrimentos, dona de metade do Mundo… a Orgulhosamente Sós… estranha… a Evolução da nossa Pátria…

Mas um Estado opressor, não sobrevive ao Desejo de Liberdade do seu Povo… mesmo que dure quase 50 anos!

Gente valorosa lutou no Regime e na Clandestinidade, desde muito cedo. Abril… Foi e É de
Todo Um Povo… Sem Contrato de Exclusividade com Ninguém!

Na Revolução menos sangrenta da História da Humanidade, enfeitada de cravos, “do Povo Sereno”, impulsionado pela coragem dos depois chamados “Capitães de Abril” (Que tanto nos Honra a Presença de Um Deles nesta Sala!)... Portugal iniciou o seu trajecto de Liberdade!

Não nos poderemos esquecer daqueles que lutaram, das mais diversas formas, Para Derrubar o Regime. Mas também Nunca poderemos esquecer aqueles que impediram a Substituição de uma Ditadura… Por Outra!

Porque uma Democracia pode ser imperfeita, mas é o melhor de todos os Regimes Políticos já testados. Burocrática e lenta por vezes, mas Cultiva a Liberdade e o Direito à Oposição, protegendo as minorias… e não há eficiência que valha… a perda destes Valores!
Só com eles, poderemos Todos Procurar a Felicidade… afinal… O Objectivo de Vida de Todo o Ser Humano…

Mas nunca poderemos dar como certa a existência de uma Democracia, de Liberdade, de Direito à Opinião, de Justiça Igualitária…

A minha Geração e as Futuras Podem tender a esquecer-se da nossa História Recente…
Não devemos esconder o que se passou, nem o que defendia Salazar e o seu Estado Novo…
Devemos recordá-lo e estudá-lo nas escolas, na televisão, na literatura… só assim… Evitaremos o Regresso de Qualquer Forma de Ditadura, Persecutória, Opressora da Liberdade e da Busca da Felicidade!

A evolução económico-social de Portugal desde 74 tem sido notória. A Descolonização, com as suas vicissitudes e imperfeições, permitiu que o Mundo deixasse de ter uma Visão de Portugal, enquanto Estado imperial e subjugador de povos.

As mulheres passaram a ter um papel cada vez mais importante e representado…
Sá Carneiro, Mário Soares e outros devolveram a Esperança aos portugueses…
A morte do primeiro, uma mancha irremediável, na então Jovem Democracia…

A entrada na União Europeia, potenciou o nosso crescimento económico, o bem-estar da população, a melhoria da qualidade e nível de vida, a comunicação com outros povos, a nossa (re)abertura a outras culturas.

A construção de vias de comunicação ao longo de todo o País encurtou distâncias, aproximou os portugueses, criou uma verdadeira mobilidade!
Os actos eleitorais permitiram alternância democrática e vincaram a nossa Liberdade… de Escolher! De Fazer! De Sonhar!

Mas Portugal, continua “Por se Cumprir”!

Temos vivido tempos difíceis, nos últimos anos, a mais grave crise económico-financeira e social Mundial desde a Grande Depressão é um facto, o flagelo do desemprego, o encerrar de empresas… Mas Não Justifica Tudo! Longe disso…

O amadurecimento da nossa Democracia trouxe também a descredibilização da nossa classe política... que por culpa própria… se parece afastar cada vez mais dos portugueses…

É necessário um novo modo de pensar e de actuar… é necessário cumprir com o que se diz e promete… é necessário que se responsabilizem os políticos pelos seus actos (ou falta deles)… as pessoas que não estão desinteressadas… estão fartas!

Mas não é apenas a classe política que “sofreu” com o amadurecimento democrático, a Justiça, também ela constantemente colocada na praça pública, surge como descredibilizada… a percepção do cidadão comum é de que a mesma é inoperante e que está longe de ser igualitária… parece mesmo existir uma espécie de sentimento de impunidade para algumas pessoas… e isso… tem que nos Envergonhar! E isso tem que nos Revoltar! E isso temos que Mudar! Doa a quem doer, afinal… a Justiça é Cega!

A comunicação social também evoluiu com a Liberdade, a tal ponto de ser por vezes difícil distinguir o que é ou não jornalismo… a tal ponto de gerar… muito interesse, muita cobiça, muito poder!

A Economia, abalada e dependente do estrangeiro está sob a ameaça de uma Tragédia Grega… esperemos que não chegue até nós… O Triste Fado Lusitano…

Mas os desafios do Mundo do século XXI vão muito além do amadurecimento democrático. Há a necessidade de derrubar ainda muitos muros… muitas barreiras… e certas formas de democracia estranhas!

Num Mundo verdadeiramente Global e cada vez mais imediato, a investigação científica e médica (biotecnologia, clonagem, etc.), a redefinição do conceito tradicional de família, a escassez de água, o aquecimento global e o Ambiente, o consumo desenfreado dos recursos naturais, que hipotecam o Futuro dos que virão… o frenesim tecnológico, a exponencial aceleração do ritmo de vida… as armas Nucleares, a melhoria do nível de vida das populações, o extermínio da pobreza!
O Barreiro, terra fabril e operária em tempos, procura o seu espaço e o seu rumo para a modernidade, para o desenvolvimento económico-social, para a melhoria da qualidade de vida da sua população. Tem como grande desafio a angariação de investimento que se traduza em emprego, em postos de trabalho, em pessoas, em solidariedade, em justiça social.

O antecipado e esperado investimento público, a Terceira Travessia do Tejo, por si só não resolvem um problema estrutural, não queremos tornar-nos definitivamente numa cidade dormitório, a caminho de Lisboa.

Devemos explorar as nossas potencialidades geoestratégicas e logísticas, o Ambiente e as Energias Renováveis, as novas tecnologias, as zonas ribeirinhas. Poderemos um dia tornar-nos um caso de estudo, de cidade fabril… a cidade tecnológica ambiental!

Nunca tendo liderado os destinos da Autarquia, o PSD no Barreiro sempre desenvolveu um trabalho de oposição, com trabalho, com pelouros, com responsabilidade, com lealdade, com provas dadas, com os diversos executivos… mas em Liberdade!

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Para Falar de Liberdade e Democracia, Todos os Minutos São Preciosos, Todos Os Minutos São Poucos, mas Muito Mais Que Falar Sobre Estes Valores, É Preciso Praticá-los e Cultivá-los, Todos Os Dias, Em Todos Os Momentos!

VIVA A LIBERDADE! VIVA A FELICIDADE! VIVA O BARREIRO! VIVA PORTUGAL!

Hugo Cruz
Deputado Municipal
Grupo Municipal PSD – Barreiro

quarta-feira, 17 de março de 2010

Dia da Mulher?

O “Dia da Mulher” teve origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho, melhores salários e direito de voto, na viragem do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres, realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". A data foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1975, para recordar as conquistas económicas, sociais e políticas das mulheres e as discriminações e violência a que muitas ainda são sujeitas, no mundo.

Hoje em dia, esta data é empregada, quase exclusivamente, para fins comerciais, tendo-se perdido quase completamente o significado original.

Se, nos nossos dias, aos olhos da lei, não existem quaisquer diferenças entre homem e mulher, a prática mostra que ainda existem preconceitos relativamente ao papel da mulher na sociedade. Talvez seja um produto de uma mentalidade ultrapassada em que, ao homem ficava mal arcar com os trabalhos domésticos e que implicava para a mulher, que exercia uma profissão no exterior, a duplicação do trabalho.

As mulheres continuam, hoje, a ser vítimas de vários actos que fazem parte da lista de violações de direitos humanos. O artigo relativo a "crimes de guerra contra civis", no Código Civil, pune com prisão de dez a vinte anos actos como homicídio, torturas, tratamentos desumanos, ofensas graves… Entre os diversos delitos à integridade humana, um dos mais comuns não é lá integrado: a violação. Milhares de pessoas são, ainda hoje, vitimas dessa ofensa, por todo o mundo, nas mais diversas situações.

Entre as classes discriminadas de crimes contra os direitos humanos não deveria constar uma referência à violação da intimidade sexual das mulheres, ou das pessoas?

Casos de violência deverão ser punidos severamente, pois é minha convicção que, em pleno século XXI, é impensável e inadmissível tamanho desrespeito entre pessoas, entre seres humanos.

Este dia é, para mim, igual a todos os outros.

Em todos os dias celebro o facto de ter uma grande Mulher como mãe, celebro as mulheres que fazem parte da minha vida: as amigas, as colegas, as mulheres da minha família, as minhas companheiras da política que, não obstante as suas tarefas e responsabilidades laborais, ainda encontram tempo e forças para dar aos outros o melhor si, de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, para crescerem enquanto seres humanos e se valorizaram pessoalmente.

Olhar as mulheres de igual para igual em todas as conjunturas, permitirá que, um dia, não haverá necessidade de existir um dia dedicado à mulher.


Olga Paredes
Barreiro, 8 de Março de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Onde pára a Polícia?

Episódios de insegurança e violência continuam a assolar o concelho do Barreiro, zonas que anteriormente se diziam seguras, são agora alvo de cenas típicas de filmes de acção.

A insegurança tomou conta do nosso distrito, do nosso concelho, das nossas freguesias. Centenas de pessoas na zona do Lavradio queixam-se diariamente da onda de assaltos que esta freguesia tem vindo a sofrer: ora são casas assaltadas, carros assaltados e vandalizados, e agora mais recentemente, tem-se verificado uma onda de assaltos a pessoas, na rua, em plena luz do dia, sendo que nem a Igreja fica a salvo.

Quando foi encerrada a esquadra da P.S.P. do Lavradio foi dito que haveria mais policia de proximidade e que não se justificava a esquadra aberta porque iríamos ter uma “super esquadra“ no Barreiro.

Todos sabemos que as condições de trabalho dos agentes da autoridade foram melhoradas, mas o que se verifica na Freguesia do Lavradio é que raramente se vêem os agentes de proximidade. Basta percorrer a freguesia para se perceber que, de facto, não existe policiamento. Que cidade é esta?

O PSD Barreiro já tomou posição acerca do tema da segurança, anteriormente. Inclusivamente, reuniu com a Senhora Governadora Civil de Setúbal, a fim de recolher informação detalhada da reorganização das forças de segurança no concelho, encetada por este Governo. Sobre esta matéria, o PSD Barreiro emitiu, em comunicado, a sua posição onde considerou que as necessidades de segurança dos Barreirenses não seriam colmatadas com a reorganização efectuada.

Lamentavelmente, e porque a questão da segurança não pode ser utilizada como mais uma bandeira com que se acena em época de eleições, constatam os Barreirenses, no seu dia-a-dia, que também nesta matéria, o PSD tinha razão. Por tudo isto, o PSD Barreiro tem toda a legitimidade para colocar o dedo na ferida e perguntar aos responsáveis políticos: “Onde está o policiamento de proximidade?

Não são raras as vezes em que se verifica a presença de um único carro patrulha no Lavradio, a maioria das vezes, transportando apenas um único agente.

Acresce que, na zona entre o Estádio Alfredo da Silva e a urbanização dos Fidalguinhos, existe um abandono constante de todos os espaços verdes onde prolifera o lixo, sendo por isso, locais ideais para actos de criminalidade e vandalismo.

Esta é uma situação problemática que não pode ser descurada, e que prova o que o PSD Barreiro temia com a reorganização das forças de segurança!

Esta é uma zona que se poderia aproveitar para a prática desportiva e para o lazer de quem vive nesta freguesia. Porém, o que se verifica é o abandono por parte das forças de segurança, e de quem tem responsabilidades na matéria. E se existe abandono, se não existe segurança, o que toma conta dos espaços baldios são os assaltos e o vandalismo.

Porque o PSD Barreiro e os seus autarcas eleitos se preocupam e se mantém atento aos problemas proeminentes da população, de forma responsável, cumpre-nos perguntar: Onde pára a policia??

Carlos Pires
Comissão Política do PSD Barreiro
Autarca na Assembleia de Freguesia do Lavradio

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A Cidade do Barreiro... e o Concelho?

No último mandato autárquico (e em muitos outros mandatos) a Cidade do Barreiro surge como que o ex-líbris do executivo camarário, nomeadamente no centro.

Não posso deixar de constatar que os investimentos (úteis e inúteis) têm surgido a pensar na Cidade do Barreiro, como que criando uma enorme fachada que esconde o restante Concelho.

A recente presença com pompa e circunstância de Jerónimo Sousa no Barreiro é espelho do que o PCP nacional e local pensam sobre a nossa terra. Para estes apenas existe centro. O resto será paisagem.

Esquecendo (mesmo com muita dificuldade) que a escolha da localização do novo centro comercial Fórum Barreiro foi, no mínimo, duvidosa, errada e incompreensível (por exemplo, Montijo e Almada construíram os grandes centros comerciais bem longe dos respectivos centros urbanos), estranha-se que as contrapartidas solicitadas pela Câmara Municipal do Barreiro ao promotor tivessem recaído exclusivamente pelo centro da Cidade, nomeadamente as obras de recuperação do Mercado 1º de Maio (necessárias mas que têm prejudicado os comerciantes deslocalizados) e a própria Avenida Alfredo da Silva (que aparentemente tem que ter obras e reestruturações em "todos" os mandatos... porque será?), quando existem muitas carências nas diversas freguesias.

Será que o Concelho do Barreiro não merece captação de investimento e construção de infraestruturas? Porque o Barreiro é um Concelho e não apenas uma Cidade, composto por 8 freguesias e nem todas elas são de... proximidade.

Que Barreiro pretendemos? Queremos densificar as zonas urbanas e o cariz de dormitório ou queremos a melhoria da qualidade de vida da população de todo o Concelho e a captação de empresas geradoras de emprego? Queremos obras de "fachada" e projecção ou queremos investimentos estruturantes e equipamentos em todas as freguesias?

Porque é que a freguesia de Santo António da Charneca, que representa 25% da área do Concelho não tem um Centro de Saúde e não tem resolvido o problema das AUGI's?

Porque é que a freguesia da Verderena não tem praticamente espaços verdes e o estacionamento é caótico?

Porque é que a freguesia do Alto do Seixalinho está "velha" e degradada?

Porque é que a freguesia de Palhais e Santo André carecem de infraestruturas para os jovens?

Porque é que a freguesia do Lavradio necessita investimentos na higiene urbana e manutenção/ampliação de espaços de lazer?

Porque é que a freguesia de Coina não tem uma rede rodoviária capaz para o volume de tráfego que suporta?

Porque é que a CDU e o PS querem a aprovação do Plano de Urbanização (PU) da Quimiparque quando o Plano Director Municipal (PDM) do Concelho do Barreiro ainda não está revisto, nem estas forças manifestam ou manifestaram nos dois últimos mandatos vontade para o rever?

Vamos condicionar o Futuro do Concelho à Quimiparque ou vamos condicionar o futuro da Quimiparque aos objectivos do Concelho?

O Barreiro é todo um Concelho e não apenas uma Cidade.

PSD, mudar com responsabilidade!

Hugo Cruz

Vice-Presidente CPS/PSD - Barreiro

Artigo de Opinião

No Barreiro nasceram e cresceram pessoas que, de algum modo, se distinguiram dos restantes na sua área de intervenção. No entanto, todos ou quase todos saíram da cidade. Foram residir e fazer a sua vida para outras paragens. Porquê? Porque será que os Barreirenses não se fixam no Barreiro?

Esta é a cidade que me viu crescer, onde vivo e que tomo como minha. Porém, sei que poderia ser uma cidade melhor. Poderia ser um Barreiro mais solidário, mais amigo. Solidário não só com os carenciados e com os que mais necessitam de ajuda ao nível material, mas também ao nível sentimental, prevenindo o abandono de idosos e cuidando das crianças. Solidário para com os seus artistas, para com os desportistas e para com todos os que contribuem para espalhar o bom nome do Barreiro por onde quer que passem.

Este Barreiro melhor, passa também, por proporcionar à sua população espaços públicos de qualidade, onde podem levar as suas crianças para brincar. Locais providos de equipamentos adequados à utilização planeada, sujeitos a manutenção e conservação e, principalmente, em segurança.

O Barreiro que eu quero é uma cidade justa e planeada, onde aqueles que vivem nas freguesias rurais possam ter acesso a todos os equipamentos e infraestruturas que têm os que residem no centro. Uma cidade onde o urbanismo e o ambiente seja pensado de modo integrado com os vectores social e económico. Será que um barreirense não pode viver próximo do local de trabalho? Porque razão não é possível ter um jardim à porta de casa e não um passeio cimentado?

Quero uma cidade onde possa passear à beira do rio, quer viva em Coina ou na rua Miguel Pais. Gostaria de poder pisar a areia em Alburrica sem ter que pensar em vidros ou doenças. A curto prazo, os rios Coina e Tejo estarão muito mais limpos, pois as ETAR da Quinta do Conde e Barreiro/Moita estarão a tratar todos os esgotos que actualmente são descarregados directamente nessas linhas de água. Será uma excelente oportunidade para requalificar toda a zona ribeirinha.

Os Barreirenses terão a possibilidade de investir em turismo, espaços hoteleiros, recreio e lazer, em potenciar desenvolvimento na cidade. A criação de postos de trabalho será uma consequência directa, bem como a criação de valor, caso haja incentivo ao empreendorismo e à livre iniciativa. Se existir vontade por parte do poder autárquico, se existir planeamento, visão e execução adequada de modo que o espaço urbano se torne aprazível e espelhe os ideais de sua comunidade.

O Partido Social Democrata pretende que o espaço do concelho seja para utilização de todos, com equipamentos e infraestruturas distribuídos de forma justa e equilibrada, acessíveis a todos os barreirenses. Esta cidade de que falo, é uma cidade moderna, voltada para o conhecimento, tecnologia, solidariedade e apostada em valorizar os barreirenses enquanto seres humanos, profissional e pessoalmente, proporcionando a possibilidade de crescer e viver no Barreiro. Crescer com equipamentos de ensino ajustados e com capacidade de especialização nas áreas da tecnologia e conhecimento. Viver próximo do local de trabalho, pois a fixação de empresas com capacidade de criar valor é imprescindível para o desenvolvimento de qualquer localidade.
A capacidade de atrair investimentos terá que ser efectivamente potenciada e é essencial a criação de uma estratégia para que tal possa ocorrer, a fim de tornar o Barreiro uma cidade próspera.

É fundamental investir em áreas onde os benefícios económicos, sociais e ambientais sejam efectivos, possibilitando a criação de benefícios aos barreirenses, sem hipotecar o nosso futuro e o dos nossos filhos e que fomentem e valorizem as capacidades intelectuais e criativas daqueles que vivem no Barreiro.

Se queremos um Barreiro mais justo, mais solidário, mais livre, onde se permeie efectivamente o mérito e o trabalho teremos que observar, apoiar e valorizar.

O PSD apresenta uma candidatura que abarca todo o concelho do Barreiro, tendo com objectivo fundamental servir com a máxima dedicação e humildade todos os barreirenses.

Os nossos autarcas foram e serão sempre respeitados pela verticalidade, responsabilidade, ética e pelos valores que defendem. Respeitados e reconhecidos pela capacidade de trabalho e pelo serviço prestado em prol de todos os que escolheram a cidade do Barreiro para viver.

As pessoas, na sua individualidade e enquanto titulares de direitos e de deveres, são a razão de ser da nossa candidatura e são o princípio e o fim de toda e qualquer a actividade política do Partido Social Democrata. Todas as obras só fazem sentido enquanto encaradas nesta dimensão, caso contrário, apenas servem para engordar o ego de quem lá coloca a placa com o seu nome, tornando-se para os barreirenses de hoje e vindouros uma fonte de encargos que lhes reduz a qualidade de vida e lhes dificulta o emprego.

Todo o trabalho em benefício dos barreirenses é importante, mas mais importante do que tudo é cada um de nós sentir, em cada momento, que é um homem livre. Livre para pensar, livre para criticar e livre para fazer. E a única forma de se viver em liberdade no Barreiro é nunca permitir que alguém se sinta senhor do nosso voto ou dono do nosso concelho.

PSD, mudar com responsabilidade!

Olga Paredes

Presidente da Comissão Politica de Secção do PSD Barreiro

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Da Marinha Grande ao Imposto Europeu

Observando a evolução da pré-campanha eleitoral para as Eleições Europeias de 2009 e o início da campanha propriamente dita, a 24/05/2009, uma coisa pode ser constatada: o Partido Socialista, o Governo e o Primeiro-Ministro, sobretudo, têm medo do seu cabeça de lista, Sr. Professor Doutor Vital Moreira, e transparece que uma certa ideia de arrependimento deve atravessar a mente do Sr. Engenheiro José Sócrates.

Definitivamente, o PS não confia no seu candidato, cujo ponto alto, até ao momento, foi referir que tinha “a sua Marinha Grande”. Mas eu percebo o que Vital Moreira queria significar com esta afirmação. Queria significar, sem o saber, que a Marinha Grande, Concelho do Distrito de Leiria, teve um aumento de 44,2% do número de desempregados em apenas um ano (entre 31/12/2007 e 31/12/2008), o maior aumento do Distrito de Leiria. Que melhor local para se vangloriar da “sua Marinha Grande”, que uma manifestação de trabalhadores? Afinal de contas, foi o candidato socialista que trouxe as questões Nacionais para as Eleições Europeias: Relembrou-nos, se é que tal era necessário, que este Governo Socialista tem sido sinónimo de Desemprego e de ineficácia no combate ao mesmo.

Não obstante as cenas absolutamente lamentáveis que ocorreram na manifestação da CGTP, muito lamentável foi também o aproveitamento político que o Sr. Professor Vital Moreira e o Partido Socialista tentaram retirar da situação.

Mas a (Pré)Campanha Socialista teve um início fulgurante, com o Partido a referir oficialmente que apoia uma recandidatura de Durão Barroso à Presidência da Comissão Europeia e o cabeça de Lista às Eleições Europeias a referir que não apoiaria uma Candidatura de Durão Barroso. Enfim, depois foi “obrigado” a emendar-se e a explicar e explicar…

Entretanto, um Imposto Europeu parece ser a solução do Professor Vital Moreira para o financiamento da União Europeia. Mas quando questionado para explicar, indicou que apenas desenvolveria o tema, após ser eleito. Interessante, um candidato que esconde e não explica as suas (faltas de ou más) propostas. Mas mais uma vez… foi obrigado a emendar-se e a explicar e explicar…Por isto tudo, o Eng.º Sócrates e outras ilustres figuras socialistas não deixam agora o candidato fazer campanha “sozinho”. O medo instalou-se. O PS percebe tardiamente que vai perder as Eleições Europeias.

O Dr. Paulo Rangel não precisa de “moletas”. É um candidato com ideias e não receia explicá-las, pois sabe do que fala.

Com tudo isto, pergunto: Você, já tem o País que quer ou no rumo que quer? Vai votar no PS e em Vital Moreira?

Pois, eu também não, por isso, todos às urnas já a 7 de Junho, para as Eleições Europeias e em Outubro para as Autárquicas e para as Legislativas.

Hugo Cruz
Vice-Presidente CPS/PSD Barreiro

segunda-feira, 30 de março de 2009

Responsabilidade Social em tempo de crise

A Responsabilidade Social das empresas consiste na inserção de cuidados sociais e ambientais nas suas acções e no seu relacionamento com todas as partes interessadas, ou seja, no relacionamento com fornecedores, com clientes, com a comunidade onde se insere e, principalmente, com os seus activos, voluntariamente e de forma estratégica.

Desta forma, as organizações garantem a satisfação das necessidades dos seus clientes, gerindo conjuntamente as expectativas de todos quanto lhe são afectos, bem como os impactes ambientais da empresa.

Enquanto gestor activo, o modo de assegurar a relevância competitiva e a continuidade, a médio/longo prazo, de uma empresa, passa por satisfazer as necessidades dos seus colaboradores, clientes actuais e adquirir novos clientes, primando pela qualidade e pela diferenciação face à concorrência, desenvolvendo produtos e serviços inovadores e, sobretudo, criar valor, objectivo principal de qualquer organização que pretende ser moderna e competitiva.

Integrar a Responsabilidade Social, enquanto investimento estratégico, na política empresarial, nas ferramentas de gestão e nas operações, do ponto de vista económico, comercial e social, conduzirá a uma estratégia que, a longo prazo, minimizará os riscos decorrentes de variáveis não controláveis.

O conceito de Responsabilidade Social passa, também, pela mitigação quanto à especulação de recursos e poluição na sua interpretação mais abrangente. A redução de consumos energéticos, de matérias-primas, a reciclagem, reutilização e eliminação adequada dos resíduos produzidos assume, hoje, uma importância capital para garantir uma boa reputação, boa cidadania e sucesso no mercado, com redução de custos económicos e sociais.

O empenho continuado de uma empresa, por parte de quem a gere, boas práticas éticas a todos os níveis, respeito e sadios relacionamentos com todas as partes interessadas fará com que a empresa se integre na comunidade onde está inserida, desfrutando de uma maior credibilidade, reputação no mercado, influência na opinião pública e uma melhor contratação e fidelização por parte dos colaboradores.

No fundo, trata-se de uma forma de contribuir para a construção e desenvolvimento de uma sociedade sustentada, gerindo os impactes sociais e ambientais da organização, como forma de afiançar e aumentar a competitividade no mercado.

O significado prático da Responsabilidade Social das empresas passa por respeitar os direitos humanos, cumprimento de normas sociais, respeito pelos valores e pelos princípios éticos da sociedade em que se insere, que se reflectem na motivação dos trabalhadores e no consequente aumento de produtividade. Medidas como a formação ao longo da vida activa, da equidade relativamente à remuneração independentemente do sexo, raça ou credo e preocupações quanto à segurança no e do posto de trabalho, são fundamentais para o sucesso e competitividade, bem como da sobrevivência da própria organização em tempos de crise.

Muitas das empresas que agora passam por dificuldades, não tiveram em conta, ao longo dos anos, conceitos e prática já aqui mencionadas. A expansão económica a que se assistiu até há bem pouco tempo, provocou um desenvolvimento sem precedentes a todos os níveis, criou emprego, alargou mercados e aumentou o bem-estar de muitos cidadãos, no entanto, e por falta de regulação adequada, aumentou, também, o endividamento de muitas famílias e organizações. Assistimos, agora, à devastação de estruturas empresariais e de emprego, tendo como consequência directa uma grave crise social, aumento da criminalidade e de famílias que se vêm obrigadas a recorrer a medidas proteccionistas, como o Rendimento Social de Inserção.
É agora que se deverão analisar e avaliar as possíveis intervenções para minimizar os danos provocados pela situação económico-financeira deste Mundo cada vez mais Global, agindo localmente de forma eficaz e eficiente.

Ainda que muitas empresas possam ter necessidade de reduzir os meios humanos em processos de reestruturação e combate à crise, esta não deve ser superior ao imprescindível, isto é, não é justo nem ético que exista um aproveitamento da situação actual para despedimentos massificados e encerramentos súbitos de actividade, provocando graves problemas sociais.
Cabe ao Estado o papel regulador da economia, através de políticas económicas e orçamentais, que minimizem os impactos negativos dos ciclos económicos. Medidas como o controlo apertado das instituições financeiras, o cruzamento de dados ao nível das referidas instituições, um combate efectivo e célere à corrupção e a práticas menos éticas de gestão, poderão contribuir para o início da inversão do ciclo económico actual.

Cobranças de IVA no acto dos recebimentos e não no momento da facturação, o acerto mensal do IVA com as empresas, atribuição de créditos bonificados, principalmente PME, que representam cerca de 90% dos postos de trabalho do País, mediante planos de negócio viáveis, terão efeitos significativamente positivos na revitalização e até na sobrevivência de muitas empresas e, consequentemente, nos postos de trabalho.

Em termos locais, existem ferramentas e programas, tal como as propostas pelo vereador do PSD na Câmara Municipal do Barreiro, a que as autarquias podem recorrer para incentivar não só a recuperação e consolidação mas até a implantação de empresas na sua área de abrangência, que podem ser encaradas como investimento nos seus munícipes, no parque empresarial, perspectivando a criação de postos de trabalho.

A estratégia global a seguir terá que passar por uma forma diferente de pensar e actuar a nível político e cívico, com enfoque nas questões éticas, pela inovação e actualização de estratégias de desenvolvimento, dinâmica de serviços e até de modelos de gestão.

As actividades de futuro irão exigir a combinação dos três vectores fundamentais para o crescimento e desenvolvimento sustentável: social, económico e ambiental. O desenvolvimento das empresas com alto potencial de crescimento terá que passar pelo estabelecimento de parcerias e cooperações estratégicas público - privadas, sendo o empreendorismo e a dinâmica factores cruciais para ultrapassar a situação actual.

É fundamental investir em áreas onde os benefícios económicos, sociais e ambientais sejam efectivos, potenciando a criação de valor nas partes interessadas, sem hipotecar o futuro e que fomentem e valorizem as capacidades intelectuais e criativas das pessoas, tendo em vista uma comunidade mais ética, justa e socialmente responsável.

Olga Paredes
Presidente da Comissão Politica de Secção do PSD Barreiro

sábado, 21 de março de 2009

Alunos problemáticos ou simplesmente alunos?

Ultrapassada, mas definitivamente não resolvida que está a questão da avaliação dos professores, uma vez que já verificámos que não a recusam, simplesmente não concordam com este modelo imposto à força pelo ministério da educação, urge tentar compreender (se nos é possível) a escola dos nossos dias, num ponto de vista especifico.

Com a evolução da sociedade fomos assistindo pouco a pouco ao surgimento de um modelo típico de aluno que se destaca dentro das nossas instituições de ensino pela forma de andar, vestir e de actuar perante os professores, funcionários e demais alunos. Trata-se do muito falado aluno problemático.

As escolas inserem este tipo de estudantes em currículos alternativos, “turmas especiais”, medidas de excepção na sua essência, ou seja um aglomerado de alunos problemáticos, das mais diversas comunidades, mas onde se incluem, em situações específicas, alunos provenientes de todas as camadas da sociedade.

Os alunos integrantes deste tipo de turmas escolares, podem ou não estar inseridos na escolaridade obrigatória, isto é, menores de 16 anos estão em idade escolar obrigatória, dos 16 em diante, fora da escolaridade obrigatória.

Estes jovens, caracterizam-se por serem procedentes das mais diversas classes sociais, inseridos, regra geral, em agregados mono parentais, na sua maioria, dependentes de RSI (Rendimento Social de Inserção), que aliás, medida curiosamente congelada durante algum tempo e agora, com a aproximação eleitoral, disparou desde o inicio do ano, e no actual contexto de crise económica, onde existem famílias em sérias dificuldades financeiras, encontram, nesta ilegal forma de viver, uma solução rápida para resolver os problemas.

Estes adolescentes, encontram-se, normalmente, integrados em grupos de risco, ligados à violência urbana em grupo. Conhecedores das molduras penais que lhes podem provocar dissabores, consumidores de drogas leves, nalguns casos ligados a criminalidade violenta na sua plenitude, como são exemplos os casos gravosos de carjacking e homejacking, mas ressalvo que nem todos estão directamente envolvidos com a frequência deste tipo de situações, é como tudo na vida, há gente boa e gente má em todo o lado.

Este tipo de estudante com tendências desviantes, falta sucessivamente às aulas, o que é desde logo considerado absentismo grave, havendo poucas ferramentas que o professor ou a própria instituição de ensino possa utilizar para o “fazer” regressar à escola.

Depois de ouvido o encarregado de educação, e na repetição do absentismo do aluno, a escola é obrigada a informar a CPCJ (comissão de protecção de crianças e jovens) do concelho onde a instituição se situa, que o aluno é faltoso.

Nesta altura, inicia-se um suposto acordo de promoção e protecção do jovem.
A CPCJ actua com as medidas legais que tem ao seu dispor, que ficam emperradas logo ao início se o encarregado de educação pura e simplesmente recusar a intervenção desta comissão, é um direito que lhe assiste, embora na generalidade dos casos o encarregado de educação aceite a intervenção desta comissão, com resultados pouco satisfatórios quer para a comissão, quer para o aluno em causa.

Com esta recusa, a comissão é obrigada a enviar o processo para Tribunal de Menores e aqui não há muito a dizer. A demora é de tal forma significativa que o estudante chega a “esperar” dois anos por uma resolução do problema.

Como problemático que é, tem os ditos comportamentos de risco, e acaba por cometer algum crime, não interessando aqui se violento ou não, sendo apanhado pelas autoridades competentes, como menor, é presente à respectiva instância legal e o seu processo é encaminhado para a DGRS – Direcção Geral de Reinserção Social – onde vai iniciar um novo processo, por vezes com entrevistas de personalidade para aferir eventuais distúrbios que tenha. Aqui, é obrigatória a presença do encarregado de educação, não podendo este recusar a intervenção das autoridades relativamente ao menor, uma vez que foi cometido um crime.

O processo vai evoluindo, qual novelo de lã, até que o jovem se vê envolvido com equipas móveis da Segurança Social, que garantem o seu regresso à escola, ou se a situação for já muito gravosa solicitam a institucionalização do jovem à semelhança do que pode fazer a DGRS.

Em conclusão, existem nas instituições de ensino público em Portugal mais alunos deste tipo do que a comunidade tem conhecimento. Talvez não seja do interesse das escolas revelar que estes supostos aprendizes as frequentam, pois isso seria degradar o bom-nome da instituição, embora não seja segredo para ninguém, pois só não vê ou não reconhece esta situação quem não quer.
Tratam-se de crianças e jovens problemáticos, referenciados pelas autoridades e pela justiça pelas mais diversas práticas criminais e que partilham o dia-a-dia, nas escolas com todos os outros alunos, com os nossos filhos, sobrinhos e com crianças e jovens cujos encarregados de educação tentam preservar e incutir valores morais e éticos de acordo com as boas práticas de cidadania e respeito pelo próximo.

Claro que não posso concordar em isolá-los do resto dos alunos, posso é pedir uma maior intervenção das entidades competentes, que acompanham este tipo de adolescentes cujo futuro é incerto.

É sabido que os problemas sociais neste tipo de “estudantes” existem, e se não forem alvo de uma intervenção séria por quem de direito, se não forem criadas ferramentas adequadas para que as autoridades possam intervir, a criminalidade violenta associada à delinquência juvenil só poderá seguir o caminho ascendente, sendo que o futuro da sociedade mas sobretudo o destes jovens, poderá ser desastroso.

Luís Murilhas
Vogal da Comissão Política Secção do PSD Barreiro

sexta-feira, 6 de março de 2009

“A MULHER”

Pode parecer um contra-senso, numa “sociedade” que se diz moderna e que na sua Lei Fundamental tem escrito “Todos os cidadãos têm direito à mesma dignidade social e são iguais entre si. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua (…)”, comemorar o Dia da Mulher.

Parece-me que ao celebrar este dia, a sociedade pretende chamar a atenção para o papel da mulher na comunidade e o seu contributo na sua construção, tentando, ao mesmo tempo que a vitimiza, fazer com que todos tomem real consciência para a importância que as mulheres efectivamente têm.

No entanto, os actos que a sociedade apregoa, não se coadunam com o que pratica. Apesar de ter uma Constituição que fala em direitos iguais, vê-se forçada a criar uma “Lei da Paridade” que, infelizmente, continua a não ser cumprida, na maioria dos casos.

A comemoração deste Dia, teria sentido se ainda vivêssemos numa época onde o papel da mulher se resumia a ser mãe, esposa, dona de casa ou se, porventura, ainda estivéssemos no século XIX, mais ou menos no período da Revolução Industrial, onde muitas mulheres executavam ofícios e tarefas iguais aos homens, mas com uma remuneração muito inferior.

Teorias há, que as reivindicações femininas, surgiram apenas nessa altura, a 8 de Março de 1857, porém, na minha opinião, o papel das mulheres e a luta para integrarem o mundo “masculino”, é bem anterior, quem sabe vem já dos primórdios da democracia. Aristófanes, um dramaturgo grego, escreveu em 411 a.C. uma obra que retratava a sociedade de então, onde as mulheres fizeram greve ao sexo, como forma de forçar Atenienses e Espartanos a estabelecerem a paz entre si.
Mas o que mais me entristece é que passados milénios desta obra, passados séculos de luta registada das mulheres pelos seus direitos, passadas décadas de liberdade em que vivemos, passadas décadas em que a Constituição Portuguesa tem consagrada a igualdade de direitos, exista uma data no calendário, em que se comemora o dia da mulher. Este esforço feminino para impor a igualdade de direitos, oportunidades, respeito… já deveria ter terminado, porque já não faz sentido.

Vivemos numa época em que existem mais mulheres que homens. Nas escolas, nas universidades, nos empregos, em todas as áreas da sociedade, o sexo feminino sobressai quer em número, quer em capacidade de trabalho. Vivemos numa época onde os empregos tradicionalmente masculinos, tendem a desaparecer, mas verifica-se que as mulheres raramente chegam aos cargos de topo, a administrações de empresas sejam elas publicas ou privadas e quando chegam nunca são reconhecidas realmente pelo seu valor, ou sequer remuneradas tal como os homens.

De quem é a culpa?
Meus caros, a culpa é de todos nós que fazemos e compomos a “sociedade”. A culpa é da mentalidade ancestral, retrógrada e preconceituosa que todos, repito todos, homens e mulheres, teimam em manter, em nome de “tradições” e mostram uma elevada resistência a mudanças.

Cabe a cada um de nós, no dia a dia, incentivar à mudança de pensamentos, mentalidades e formas de estar na vida e no mundo em que vivemos, fazendo com que todos os dias sejam os “Dias do Homem e da Mulher”.

Não esquecendo, e louvando todas as lutadoras que ainda existem, vamos eternizar este dia porque, SOMOS TODOS DIFERENTES, PORÉM TODOS IGUAIS.

José Carlos Sebastião
Vice-Presidente da Comissão Política de Secção do PSD Barreiro

quarta-feira, 4 de março de 2009

O Barreiro tem de percorrer o Caminho da Sustentabilidade!


É reconhecido por todos que estamos a atravessar um período difícil para as famílias e para as empresas, de que é exemplo a recente notícia da paragem de mais uma indústria no concelho, e que levará à difícil situação de desemprego 152 trabalhadores. Muito se tem dito e escrito sobre este assunto, mas a verdade é que parece que pouco ou nada se tem feito. Para além de qualquer tentativa de gerar polémica sobre as razões do encerramento da Fábrica de Amoníaco, há algo que deve ser considerado como prioridade – as pessoas. Primeiro que tudo, e antes de qualquer outra medida que pode e deve ser discutida, há que eleger os trabalhadores em risco de desemprego como a prioridade de qualquer decisão que venha a ser tomada por quem de direito.

Não é necessário apontar muitos detalhes, para que se perceba que uma cidade que vê fechar indústrias e desaparecer postos de trabalho, atravessa necessariamente um momento difícil da sua história. Neste contexto, é muito importante perceber a importância da sustentabilidade, conceito que recolhe as dimensões: ambiental, social e económica. Isto porque, para que se possa ter uma cidade inclusiva, justa e sustentável, é preciso ter sempre como primeira prioridade as pessoas!

Muito há por fazer, e no caso concreto do desenvolvimento económico e do emprego, o Barreiro precisa com urgência de reagir a estes acontecimentos negativos, encontrando soluções de emprego local que possam inverter a situação profundamente negativa, gerada para as pessoas que atravessam problemas de desemprego. A importância do emprego local é determinante e liga-se directamente com a necessidade de saber qual é a situação real do desemprego no Barreiro. É preciso saber quantos são os desempregados, qual é o seu perfil profissional, quais as suas competências e qualificações, e com base nestes dados, traçar estratégias que possam cruzar o desemprego com as expectativas do mercado de trabalho no Barreiro. Acções de formação e qualificação que possam enquadrar os desempregados nas necessidades de mão-de-obra, devem ser uma prioridade das políticas de emprego a nível local. Só desta forma será possível apontar baterias ao problema do desemprego de forma séria e consequente.

As empresas são parceiros essenciais para encontrar soluções de empregabilidade a nível local, e conseguir manter no concelho empresas fortes e saudáveis do ponto de vista económico, é um objectivo prioritário para a dimensão económica do caminho da sustentabilidade. Empresas economicamente saudáveis contribuem não só para a criação de emprego, mas também e sobretudo para o desenvolvimento de uma sociedade mais coesa e com menos desigualdades sociais. É hoje um pilar base de uma cidade sustentável, poder contar com a responsabilidade social empresarial.

E num exemplo prático do conceito de Responsabilidade Social Empresarial, foi dado na passada segunda-feira um passo muito importante para colocar o Barreiro no caminho da sustentabilidade, com a constituição do Painel Ambiental do Barreiro. Trata-se de uma iniciativa liderada pelo pelouro do Ambiente da Câmara do Barreiro que, justiça seja feita ao Vereador Bruno Vitorino, concretizou uma antiga pretensão de muitos Barreirenses. Este painel significa sentar à mesma mesa as empresas, as autarquias e as Associações de Defesa do Ambiente do Barreiro, abrindo as portas e construindo soluções em conjunto, tendo como ponto central as pessoas. É de louvar!

O Barreiro tem de continuar a percorrer o caminho da sustentabilidade. Com o contributo de todos.

Nuno Banza, Engenheiro – Candidato do PSD à Câmara Municipal do Barreiro

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A MORTE DE UM CENTENÁRIO…

Dizer e repetir que uma fábrica tem que cumprir as normas ambientais em vigor, parece senso comum, bem como também parece senso comum referir que qualquer negócio tem que ser rentável e sustentável, sendo que se mostrar determinante para a economia de um determinado local ou mesmo do País, deverá também ser apoiado e incentivado “com unhas e dentes” pelo poder político e pela comunidade em que está inserido, sobretudo em alturas de crise.

Facto consumado, não podemos deixar de questionar o que fazer com esta gente que dedicou uma vida de trabalho à indústria do Barreiro e que cai agora no desemprego. 152 pessoas para já. 152 famílias que terão um presente e um futuro com muitas incertezas. De quem é a culpa? Da empresa? Do mercado? Da “crise”? Dos trabalhadores? Dos sindicatos? Dos patronatos? Do Governo? Da Câmara Municipal do Barreiro? Dos moradores limítrofes que tanto questionaram as questões de segurança e ambientais da fábrica? Da concorrência?

Não sei… a certeza que me surge é que estamos a assistir à morte de um centenário… “é velhinho, com cem anos o que se esperava?”…

Mas o que desaparece não é simplesmente uma fábrica… empregos… o que desaparece é o símbolo do Barreiro por excelência. Sim… O Símbolo do Barreiro enquanto terra industrial e de gente de trabalho árduo e de espírito empreendedor e fraterno. De gente com ambição.

Esse símbolo que transformou o Barreiro numa cidade, muito mais que qualquer moinho ou barco varino que alguns tanto prezam. Não adianta esconder uma estátua. A indústria, nomeadamente a CUF terão sido porventura o símbolo mais importante da história da nossa cidade.

O Barreiro não pode sucumbir à transformação em dormitório. Mais do que nunca urge lutar pela concretização de projectos que podem potenciar o desenvolvimento empresarial da Cidade, nomeadamente a Terceira Travessia do Tejo (TTT).

Barreirenses… Vamos todos apoiar e incentivar as empresas do nosso Concelho. Vamos atrair investimentos. Vamos gerar emprego. Vamos trabalhar.

Porque o Barreiro é a nossa terra… porque os Barreirenses merecem um futuro melhor!


Hugo Cruz
Vice-Presidente CPS/PSD-Barreiro
Artigo de Opinião

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009