quarta-feira, 17 de março de 2010

Dia da Mulher?

O “Dia da Mulher” teve origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho, melhores salários e direito de voto, na viragem do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres, realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". A data foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1975, para recordar as conquistas económicas, sociais e políticas das mulheres e as discriminações e violência a que muitas ainda são sujeitas, no mundo.

Hoje em dia, esta data é empregada, quase exclusivamente, para fins comerciais, tendo-se perdido quase completamente o significado original.

Se, nos nossos dias, aos olhos da lei, não existem quaisquer diferenças entre homem e mulher, a prática mostra que ainda existem preconceitos relativamente ao papel da mulher na sociedade. Talvez seja um produto de uma mentalidade ultrapassada em que, ao homem ficava mal arcar com os trabalhos domésticos e que implicava para a mulher, que exercia uma profissão no exterior, a duplicação do trabalho.

As mulheres continuam, hoje, a ser vítimas de vários actos que fazem parte da lista de violações de direitos humanos. O artigo relativo a "crimes de guerra contra civis", no Código Civil, pune com prisão de dez a vinte anos actos como homicídio, torturas, tratamentos desumanos, ofensas graves… Entre os diversos delitos à integridade humana, um dos mais comuns não é lá integrado: a violação. Milhares de pessoas são, ainda hoje, vitimas dessa ofensa, por todo o mundo, nas mais diversas situações.

Entre as classes discriminadas de crimes contra os direitos humanos não deveria constar uma referência à violação da intimidade sexual das mulheres, ou das pessoas?

Casos de violência deverão ser punidos severamente, pois é minha convicção que, em pleno século XXI, é impensável e inadmissível tamanho desrespeito entre pessoas, entre seres humanos.

Este dia é, para mim, igual a todos os outros.

Em todos os dias celebro o facto de ter uma grande Mulher como mãe, celebro as mulheres que fazem parte da minha vida: as amigas, as colegas, as mulheres da minha família, as minhas companheiras da política que, não obstante as suas tarefas e responsabilidades laborais, ainda encontram tempo e forças para dar aos outros o melhor si, de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, para crescerem enquanto seres humanos e se valorizaram pessoalmente.

Olhar as mulheres de igual para igual em todas as conjunturas, permitirá que, um dia, não haverá necessidade de existir um dia dedicado à mulher.


Olga Paredes
Barreiro, 8 de Março de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Onde pára a Polícia?

Episódios de insegurança e violência continuam a assolar o concelho do Barreiro, zonas que anteriormente se diziam seguras, são agora alvo de cenas típicas de filmes de acção.

A insegurança tomou conta do nosso distrito, do nosso concelho, das nossas freguesias. Centenas de pessoas na zona do Lavradio queixam-se diariamente da onda de assaltos que esta freguesia tem vindo a sofrer: ora são casas assaltadas, carros assaltados e vandalizados, e agora mais recentemente, tem-se verificado uma onda de assaltos a pessoas, na rua, em plena luz do dia, sendo que nem a Igreja fica a salvo.

Quando foi encerrada a esquadra da P.S.P. do Lavradio foi dito que haveria mais policia de proximidade e que não se justificava a esquadra aberta porque iríamos ter uma “super esquadra“ no Barreiro.

Todos sabemos que as condições de trabalho dos agentes da autoridade foram melhoradas, mas o que se verifica na Freguesia do Lavradio é que raramente se vêem os agentes de proximidade. Basta percorrer a freguesia para se perceber que, de facto, não existe policiamento. Que cidade é esta?

O PSD Barreiro já tomou posição acerca do tema da segurança, anteriormente. Inclusivamente, reuniu com a Senhora Governadora Civil de Setúbal, a fim de recolher informação detalhada da reorganização das forças de segurança no concelho, encetada por este Governo. Sobre esta matéria, o PSD Barreiro emitiu, em comunicado, a sua posição onde considerou que as necessidades de segurança dos Barreirenses não seriam colmatadas com a reorganização efectuada.

Lamentavelmente, e porque a questão da segurança não pode ser utilizada como mais uma bandeira com que se acena em época de eleições, constatam os Barreirenses, no seu dia-a-dia, que também nesta matéria, o PSD tinha razão. Por tudo isto, o PSD Barreiro tem toda a legitimidade para colocar o dedo na ferida e perguntar aos responsáveis políticos: “Onde está o policiamento de proximidade?

Não são raras as vezes em que se verifica a presença de um único carro patrulha no Lavradio, a maioria das vezes, transportando apenas um único agente.

Acresce que, na zona entre o Estádio Alfredo da Silva e a urbanização dos Fidalguinhos, existe um abandono constante de todos os espaços verdes onde prolifera o lixo, sendo por isso, locais ideais para actos de criminalidade e vandalismo.

Esta é uma situação problemática que não pode ser descurada, e que prova o que o PSD Barreiro temia com a reorganização das forças de segurança!

Esta é uma zona que se poderia aproveitar para a prática desportiva e para o lazer de quem vive nesta freguesia. Porém, o que se verifica é o abandono por parte das forças de segurança, e de quem tem responsabilidades na matéria. E se existe abandono, se não existe segurança, o que toma conta dos espaços baldios são os assaltos e o vandalismo.

Porque o PSD Barreiro e os seus autarcas eleitos se preocupam e se mantém atento aos problemas proeminentes da população, de forma responsável, cumpre-nos perguntar: Onde pára a policia??

Carlos Pires
Comissão Política do PSD Barreiro
Autarca na Assembleia de Freguesia do Lavradio

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Eleições para a Distrital de Setúbal do Partido Social Democrata

Caros companheiros

Somos a agradecer a colaboração de todos e a participação dos militantes da secção do Barreiro na eleição dos orgãos distritais do PSD, bem como dos representantes da secção na Assembleia Distrital de Setúbal.

Mais uma vez o Barreiro marcou a sua posição e união. Contribuimos para eleger o companheiro Pedro do Ó para presidente da Comissão Política Distrital de Setúbal com uma margem de votos reveladora da vontade dos militantes do Distrito.
No Barreiro, os resultados foram os seguintes:

Mesa da Assembleia Distrital - Lista A: 3,4% ; Lista B: 96,6%
Conselho de Jurisdoção Distrita - Lista A: 5,8% ; Lista B: 92,3%
Comissão Política Distrital - Lista A: 6,3% ; Lista B: 92,3%

Agradecemos a todos a participação na vida interna do partido e continuamos a contar com a participação de todos os militantes da secção.

Saudações Social-Democratas

p´la CPS/PSD Barreiro
Olga Paredes